Ceratocone pode levar à perda gradativa da visão

Sintomas são semelhantes à doenças comuns de vista e, se não diagnosticada precocemente, pode causar importante perda visual



Por apresentar sintomas muitas vezes semelhantes a outros problemas comuns de vista, como miopia e astigmatismo, o ceratocone, distúrbio progressivo no qual a córnea adquire forma cônica, pode demorar a ser diagnosticado. O problema ocular, que tem como característica a deformação progressiva da curvatura da córnea, provoca seu abaulamento e afinamento. "Ele deforma a região central ou paracentral da córnea, deixando-a mais fina e fraca, o que acaba gerando distorção da imagem e causando perda da acuidade visual. Ambos os olhos são afetados em quase todos os casos, mesmo que somente detectáveis em topografia, fazendo com que o paciente demore a diagnosticar a condição", explica a oftalmologista Letícia Naves.

A médica detalha que o papel da hereditariedade não foi claramente definido e a maioria dos pacientes não apresenta ocorrência familiar da doença. Os descendentes de pacientes com a doença são afetados em 10% dos casos. No entanto, existe forte associação do ceratocone com o ato frequente de esfregar os olhos e associações oculares como conjuntivite alérgica e retinose pigmentar.


Acompanhamento periódico

De acordo com o oftalmologista Marcelo Menegatti, a doença é mais propensa a se desenvolver em torno da puberdade com lenta progressão subsequente, até a terceira ou quarta década de vida, quando normalmente se estaciona, muito embora a ectasia possa parar de progredir a qualquer momento. "Por isso, é importante fazer acompanhamento periódico com o oftalmologista. Quanto antes for diagnosticado, mais eficaz o tratamento. Se não tratado, o ceratocone pode desencadear em elevado grau de astigmatismo, sem reversão", informa.

O especialista conta que é preciso ficar atento à evolução da doença, pois pode haver um aumento contínuo e muito rápido do grau com mudanças frequentes na prescrição de óculos ou diminuição da tolerância ao uso de lentes de contato. "Entre os principais sintomas estão a visão embaçada e distorcida, coceira nos olhos, muita sensibilidade à luz, ver círculos ao redor das fontes de luz e dor de cabeça", detalha o profissional. Ele ainda explica sobre o tratamento que, nos casos iniciais, os óculos podem corrigir o astigmatismo. Já nos casos moderados é necessário o uso de lentes de contato rígidas ou anel intracorneano e nos casos avançados o transplante de córnea é indicado. Por último, temos o Crosslinking, procedimento que consiste no uso de radiação ultravioleta, associada à uma substância chamada riboflavina, aumentando a rigidez biomecânica da córnea, cujo o objetivo é minimizar a progressão da doença e, com isso, retardar ou até mesmo evitar um futuro transplante de córnea", explica



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