Conheça o que está por trás das inflamações nas pálpebras



Ao redor dos nossos olhos há estruturas muito importantes para a proteção do globo ocular e manutenção da nossa visão. Para que isso ocorra da melhor forma possível, essas estruturas precisam estar saudáveis, e é justamente sobre isso que falarei a seguir.

A blefarite é um dos problemas mais comuns que afetam essa região, especificamente as pálpebras. Esta condição é uma inflamação aguda ou crônica que pode acometer pessoas de todas as faixas etárias e é capaz de impactar diretamente as glândulas que trabalham pela lubrificação da superfície ocular.

Essa doença é mais comum em pessoas com a pele mais oleosa, pois há maior tendência em secretar gordura, inclusive nos olhos. Esse quadro facilita o processo infeccioso.

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, uma das principais ações a serem tomadas para prevenir a blefarite é a correta higiene ocular, que inclui, por exemplo, o controle da oleosidade e retirada da maquiagem. A exposição aos restos desses cosméticos, bactérias, vírus, vento e poeira são fatores de risco consideráveis para o surgimento de uma inflamação.

Causas

A blefarite pode surgir em função de diversos fatores. Entre os mais comuns estão:

- Infecções bacterianas (estafilococos); - Infecções virais (herpes simples e varicela-zóster); - Reações alérgicas diversas; - Doenças de pele (dermatite seborreica, rosácea e dermatite atópica); - Disfunção da glândula meibomiana.

Sintomas

- Vermelhidão das margens palpebrais; - Vermelhidão do olho afetado; - Surgimento de pequenas crostas ou “caspas” nos cílios; - Secreção; - Lacrimejamento; - Sensação de ressecamento ocular; - Sensação de areia nos olhos; - Lacrimejamento excessivo;

É importante ressaltar que os sintomas podem variar de leves a mais intensos. A consulta precoce com um oftalmologista é muito importante para o diagnóstico e tratamento ainda em fase inicial, evitando complicações.

Tratamento

A intervenção recomendada pelo oftalmologista depende muito da causa da inflamação. De modo geral, são recomendadas compressas e limpeza regulares da pálpebra afetada, medicamentos para aliviarem os sintomas e colírios lubrificantes para ajudar no ressecamento ocular. Além disso, o médico pode indicar antibióticos e antivirais, a depender do caso.

- Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Revista Veja Bem. Ed. 08. Ano 03. 2015.

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