O que você come influencia na sua visão, sabia? Entenda como.



alimentação e saúde ocular

Você já deve ter ouvido sua mãe ou alguém mais velho na família dizer que determinado alimento “faz bem pra vista”, não é? E mesmo que essa relação pareça ser um grande mito, realmente faz sentido.

Muitas vezes, na correria do dia a dia, não prestamos atenção em tudo que comemos e nem pensamos nos efeitos que cada alimento pode causar no organismo. Apesar de estarmos sempre preocupados com o peso e aquela gordurinha acumulada na barriga, é preciso entender que as consequências da alimentação atingem o corpo como um todo (inclusive os olhos).

Em um estudo publicado recentemente, foi observado que a adoção de uma dieta rica em vegetais, leguminosas, frutas, grãos integrais, tomates e frutos do mar esteve ligada a um número menor de casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Por outro lado, os números foram maiores entre as pessoas que faziam consumo maior de carne vermelha e processada, laticínios com alto teor de gordura, batatas fritas e grãos refinados. De acordo com os pesquisadores, isso ocorreu pela associação positiva dos carotenoides e ácidos graxos com a saúde ocular.

Para facilitar a sua compreensão, aqui está uma lista de bons alimentos que podem melhorar a capacidade de enxergar e evitar doenças oculares sérias como o glaucoma e a degeneração macular.

O que comer?

- Peixes: sardinha, bacalhau, salmão e atum são ricos em ômega 3, uma gordura essencial para a saúde ocular. Além disso, são fontes de ácidos graxos e vitaminas A, B, D e E, que estimulam a boa circulação sanguínea e beneficiam o transporte de oxigênio até as estruturas oculares.

- Ovo: a luteína e a zeaxantina presentes na gema protegem a mácula, prevenindo sua degeneração.

- Frutas, legumes e verduras: maçã, laranja, cenoura, mamão papaia, tangerina, brócolis, couve e outros de cor amarela e verde são ricos em carotenoides, substâncias que previnem a deterioração da mácula. Já as frutas vermelhas, como morango, framboesa, amoras e cerejas, são alimentos antioxidantes, combatem os radicais livres, são fontes de vitamina C e de flavonoides e, por isso, previnem a perda de visão e degeneração macular.

- Alho, cebola, manjericão e orégano: esses alimentos são ricos em cálcio, fósforo e vitaminas B e C, e por isso atuam contra os micróbios e vírus. Além disso, esses nutrientes também ajudam a dilatar os vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial e prevenindo o glaucoma.

- Óleo de linhaça: boa fonte de vitamina E, ácidos graxos, ômega 3, 6 e 9, atuando no combate ao olho seco.

- Gorduras limpas: castanha de coco, abacate, azeite de oliva, nozes e sementes possuem gorduras e antioxidantes que protegem a camada no fundo do globo ocular.

- Azeite virgem: rico em ômega 3, esse azeite também atua na prevenção da degeneração macular.

- Evite açúcar e produtos industrializados: tão importante quanto saber o que você deve ingerir, é preciso entender o que você precisa evitar sempre que possível. O consumo excessivo de açúcar e industrializados, como guloseimas, refrigerantes, bolachas e salgadinhos provoca deficiência de minerais, vitamina B e antioxidantes importantes para o corpo. Esse cenário colabora com o surgimento de inflamações que destroem as fibras nervosas e os vasos sanguíneos. Além disso, o excesso de açúcar no sangue pode levar à diabetes, uma condição que representa um grande risco para o surgimento de doenças oculares que podem levar à cegueira.

Tudo anotado? Aproveite a lista para repensar os seus hábitos alimentares. Dê preferência a alimentos naturais que beneficiem a visão, evite os industrializados e mantenha as consultas oftalmológicas em dia! E se você optar por tomar algum suplemento alimentar, não se esqueça de buscar, antes de tudo, uma orientação com profissional especialista.

Fontes: Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Revista Veja Bem. Ed 02. Ano 01. 2013. p. 10-13

Naoko A Chapman, Robert J Jacobs, Andrea J Braakhuis. Role of diet and food intake in age-related macular degeneration: a systematic review. Clinical & Experimental Ophthalmology, 2018; DOI: 10.1111/ceo.13343

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