Pré-natal e a saúde dos olhinhos dos bebês




Quando uma mulher decide pela maternidade ou descobre que está grávida, é importante reconhecer que um futuro saudável para os filhos depende de uma formação saudável. É daí que surge a importância do pré-natal.

De acordo com o Ministério da Saúde, o pré-natal é conhecido como o período de acompanhamento médico que a gestante recebe a partir do momento em que descobre que se tornará mãe, quando são feitos exames, ministradas vacinas e dadas orientações sobre alimentação, higiene e comportamento sexual.

Esse processo é extremamente importante, pois durante a gestação a mulher está sujeita a uma série de doenças que podem colocar a sua saúde e a do bebê em risco, inclusive dos olhos. Para ter uma ideia, cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis, principalmente com diagnósticos precisos ainda na formação.

É importante lembrar que há a recomendação de que o pré-natal se inicie nos três primeiros meses de gravidez, tenha pelo menos seis consultas e seja feito com a presença de alguém da família, pai ou outra pessoa de confiança.

Conheça os principais problemas durante a gestação que podem afetar a saúde ocular dos bebês - Sífilis: essa Infecção Sexualmente Transmissível (IST) pode ser transmitida para a criança durante a sua formação, causando alterações oculares graves nos bebês, como baixa visão, alterações da retina e até cegueira. De acordo com o Ministério da Saúde, é importante fazer o teste para detectar a doença durante o pré-natal e, se o diagnóstico for positivo, é necessário tratar corretamente a mulher e sua parceria sexual. O teste é recomendado em pelo menos três momentos: primeiro trimestre de gestação, terceiro trimestre e no momento do parto;

- Toxoplasmose: essa infecção transmitida por fezes de gato, água e alimentos contaminados pode causar má-formação cerebral, cicatriz na retina e alterações visuais importantes. Além disso, a criança está sujeita a prematuridade e anormalidades neurológicas e motoras. Vale a pena lembrar que a mulher infectada pouco antes da gravidez também poderá transmitir a doença para o bebê, mesmo que não tenha tido nenhum sintoma.

- Herpes genital (HSV-2): em mulheres que já sofreram com esse problema, a reincidência durante a gravidez pode causar infecções oculares, na pele e na boca do bebê. É importante que, mesmo que a mulher não apresente lesões visíveis, informe ao médico que é portadora do vírus e pretende engravidar.

- Rubéola: quando a mãe é contaminada durante a gravidez, há grandes chances da criança contrair a rubéola congênita, o que aumenta os riscos de desenvolver microftalmia, retinopatia, glaucoma e catarata.

Logo após o parto, outros cuidados também devem ser tomados. Ainda no local de nascimento, o médico pinga uma gota de nitrato de prata nos olhos do recém-nascido para prevenção de oftalmia gonocócica, que pode ser causada por bactérias presentes no canal do parto.

Além disso, é recomendado o teste do olhinho, um procedimento indolor e de fácil execução que funciona com a emissão de uma luz e observação do reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo.

Entre as irregularidades que podem ser detectadas pelo teste do olhinho estão a catarata congênita, retinoblastoma (tumor ocular), retinopatia da prematuridade, diferenças de grau entre os olhos e estrabismo.

E os cuidados não param por aí!


De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, é responsabilidade dos pais e profissionais da saúde prestar atenção ao tamanho, brilho, cor e aspecto geral dos olhos do recém-nascido, o que ajuda a identificar possíveis alterações ou anormalidades.

Além disso, o acompanhamento oftalmológico segue durante toda a vida, com pelo menos uma consulta por ano.

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Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

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