Professoras, como educar crianças com alguma deficiência visual?



Os problemas visuais das crianças podem variar quanto ao grau, leve, moderado ou intenso. Com isso, os professores enfrentam situações desafiadoras, principalmente para aqueles alunos cuja visão é mais profundamente prejudicada. Os educadores, pais e responsáveis tem que ter algo muito importante em mente: mesmo que duas crianças tenham a mesma condição médica e até a mesma acuidade visual, ambas requerem apoio diferente dentro de uma escola e até mesmo em casa. Devemos nos atentar nas implicações educacionais da deficiência visual de uma criança, sem o uso de qualquer rótulo. Na verdade, muitos fatores contribuem para a capacidade de uma criança enxergar e a condição física do olho, ou a ligação entre o olho e o cérebro, é um dos fatores. Outras situações englobam a capacidade de usar a visão em situações cotidianas, como a motivação para aprender. Certamente que a condição física visual da criança é importante, mas outras necessidades devem ser avaliadas individualmente. Vou te dar um exemplo bem prático: uma pessoa com visão total pode ser afetada por fatores ambientais ou circunstâncias pessoais, como quando você tenta ler em locais de baixa luminosidade ou quando você está muito cansado ou doente. Sua habilidade na leitura e concentração é alterada e sua capacidade em compreender também será afetada. À medida que sua atenção visual diminui, muitas vezes sua motivação para ouvir também é reduzida. A motivação pode ser incentivada por meio de materiais educacionais, planejamento do ambiente ao seu redor e liberdade de explorar e experimentar. A importância da estimulação sensorial é fundamental para o desenvolvimento do cérebro, principalmente para inibir a tendência dessa criança de se tornar mais passiva ou com traços de auto-estimulação dentro de seu próprio corpo, por exemplo; cutucando os olhos, batendo as mãos etc. Por sua vez, isso pode desencorajar o adulto de interagir de maneira mais acentuada com a criança. É possível também propor estímulos que o incitem a explorar e aprender, por meio de inclusão de ruídos a objetos, aumento do contraste, iluminação ou brilho dos artefatos, apresentar objetos individualmente, etc. O foco seria a adaptação do que já existe para crianças com visão total, sem utilizar recursos especializados caros. Dessa maneira, a criança tenta juntar as diferentes peças mentalmente, recriando sua própria versão das coisas ao redor. A intervenção precoce para incentivar esses estímulos é vital. À medida que a criança percebe que pode entender o que está ao seu redor, ela será motivada a explorar e aprender mais. E você, pai, mãe ou professor, tem alguma dúvida de como propor esses estímulos? Já utilizou alguma técnica em especial? Compartilhe essa experiência aqui conosco.


Fonte: Richard Bowman, Ruth Bowman & Gordon Dutton. Disorders of vision in children: a guide for teachers and carers. Scottish Sensory Centre (2001).

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