Quando a criança parece ter estrabismo, mas não é! Entenda.



Já conversamos por aqui em um outro momento sobre o estrabismo, popularmente chamado de “vesguice”. Nele, os olhos ficam desalinhados e apontam para direções diferentes, podendo causar visão reduzida em crianças e comprometer o desenvolvimento ocular nos primeiros anos de vida.


Ao notar qualquer desvio ocular, é preciso procurar um oftalmologista, pois nem sempre será um caso de estrabismo. Para se ter uma ideia, o seu filho(a) pode ter epicanto, um pseudoestrabismo que se normaliza quando a criança começa a focalizar

as imagens (aproximadamente aos seis meses de vida).


O epicanto é uma condição ocular que, em função das questões anatômicas ou funcionais, pode disfarçar um desvio nos olhos. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, podemos entender melhor essa situação ao imaginar uma prega na pele do canto interno do olho, que encobre a parte branca normalmente ao olhar para os lados.

Este quadro costuma surgir assim que a criança nasce e pode ser notado pelo formato amendoado do olho atingido, sensação de olhos cruzados e pela diminuição da acuidade visual, uma vez que o canto do olho fica coberto.


Se você notou esses detalhes no seu bebê e o médico percebeu que se trata de epicanto, normalmente a ordem é esperar. Como os olhos não são mal alinhados de verdade, essa aparência tende a melhorar com o tempo e o natural estreitamento da prega nasal. Entretanto, se após os seis meses de idade não houver melhora, é preciso se consultar novamente com um oftalmologista para avaliar novas possibilidade e evitar surpresas negativas.


Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia



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