SBP atualiza recomendações sobre saúde de crianças e adolescentes na era digital



As crianças já estão tão evoluídas que daqui a pouco já vão nascer via bluetooth. Brincadeira à parte, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um Manual de Orientação chamado #MenosTelas #MaisSaúde com o objetivo de promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes que sempre estão em contato com mídias digitais. Esse manual foi lançado dia 11/02, data em que se comemora o Dia da Internet Segura, com o objetivo de promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes em contato com tecnologias digitais, como tablets, smartphones e computadores.


O alerta se dá principalmente pelo tempo que as crianças e jovens estão passando na internet e que pode levar ao desenvolvimento de transtornos de saúde mental e problemas comportamentais. O problema já está tão acentuado que até recebeu número na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, ou CID 11 sobre dependência digital.


Cerca de 86% das crianças e adolescentes brasileiros, entre 9 e 17 anos, estão conectados, o que corresponde a 24,3 milhões de usuários da internet. Destes, 16% já buscaram na rede alguma forma de machucar a si mesmo; 14% buscaram sobre modos de cometer suicídio; 11% sobre experiências com o uso de drogas, de acordo com os dados da pesquisa TIC Kiks Online - Brasil (2018), realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Um quarto dos usuários da internet nessa faixa etária assumiram não conseguir controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na internet. Não contando os inúmeros casos de cyberbullying ou discriminação, além do vasto conteúdo super acessível de vídeos ou imagens com conteúdo sexual. Se os pais não ficam de olho, a criança é exposta à todo conteúdo sem censura e também à pedófilos e aproveitadores que estão à espreita.


Nesse manual de recomendações, sugere-se evitar a exposição de crianças menores de dois anos às telas e limitar o tempo de telas (sempre com supervisão) para crianças com idades entre 2 e 10 anos. No caso dos adolescentes, a orientação é mais focada aos jogos de videogames, também com limite de tempo, supervisão dos pais e não deixar que a atividade influencie na qualidade do sono.


Vale lembrar que para todas as idades, não é interessante fazer uso de tecnologia e internet durante as refeições e poucas horas antes de dormir. Como alternativa, os esportes, contato com a natureza e exercícios ao ar livre são sempre as melhores escolhas.


Hoje já podemos utilizar filtros para a família toda, onde há supervisão do tempo e qualidade de conteúdo administrado para as crianças e adolescentes. Essas ferramentas são cruciais para evitar conteúdos ou vídeos com teor de violência, abusos, exploração sexual, nudez, pornografia ou produções inadequadas e danosas ao desenvolvimento cerebral e mental.


Os recursos estão disponíveis aos montes, cabe a nós ficarmos de olho e cuidar dos nossos “pequenos” em casa, assim como cuidamos quando estamos na rua. O ambiente pode parecer mais aconchegante e livre de preocupações, mas também pode esconder alguns monstros no armário.

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